quarta-feira, 9 de março de 2011

ELETRODOS PODEM DETECTAR RISCO EM GRAVIDEZ

(*) Francisco Bicudo.
Matéria originalmente publicada pela revista "Unesp Ciência" (www.unesp.br/revista), edição de março de 2011. Reprodução autorizada.


Um exame simples, normalmente usado para avaliar a massa magra e gorda de pacientes hospitalizados, ambulatoriais e frequentadores de academias, tem se mostrado um indicador eficaz de um problema de saúde típico de um público completamente diferente: a pré-eclâmpsia, doença relacionada à elevação da pressão em gestantes. 

Conhecido como teste de bioimpedância, não dura mais do que cinco minutos, durante os quais o paciente fica deitado em uma maca, consciente. Pequenos eletrodos são colocados nos tornozelos, dedos dos pés, punhos e dedos das mãos. Uma corrente elétrica de baixa intensidade é acionada e percorre o organismo, encontrando nessa trajetória uma resistência que é oferecida pelos tecidos e órgãos, além de ser em parte absorvida pelas células (é a chamada reactância). A partir desses parâmetros, é possível definir características da massa magra (músculos e ossos), da gordura corporal e também a quantidade de água que está sendo retida pelo organismo.

Esse procedimento é capaz de produzir uma fotografia bastante nítida e precisa da composição corporal. Por essa razão, é corriqueiramente usado para avaliar jogadores de futebol em início de temporada, pessoas que procuram dietas e programas de emagrecimento e idosos dispostos a praticar exercícios físicos, além de pacientes com HIV e câncer.

A expectativa é que, em breve, também possa ser aplicado como método de diagnóstico antecipado da pré-eclâmpsia na gravidez. É o que sugerem os resultados de um trabalho realizado pela nutricionista Elaine Gomes da Silva no HC da Faculdade de Medicina da Unesp em Botucatu. 



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Um comentário:

  1. Rodrigo de Oliveira Andrade10 de março de 2011 08:07

    Ótimo texto, professor. Meus parabéns!
    Há uma matéria que saiu recentemente na Revista Fapesp, com declarações, inclusive, de duas pesquisadoras aqui do Instituto de Saúde (Marina Rea e Sonia Venancio), que talvez lhe interesse por se relacionar, de certa forma, com o tema. Eis o link:http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4318&bd=1&pg=1&lg=

    Abraços

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