quinta-feira, 23 de outubro de 2014

COMPARAR PROJETOS. E VOTAR DILMA

O primo Raphael Bicudo, craque economista com quem aprendo sempre, professor da FGV/SP, do Mackenzie e da Belas Artes, resume com precisão e competência a disputa que será decidida no próximo domingo:
"As eleições presidenciais caminham, mais uma vez, para a escolha entre dois projetos antagônicos em termos político-econômicos e sociais: (i) o social-desenvolvimentismo (Dilma) e (ii) o projeto neoliberal da Casa das Garças (Aécio).
A opção por um dos dois projetos através do voto implica na continuidade dos avanços sociais conquistados até aqui ou na possibilidade bastante grande de grave retrocesso político, econômico e principalmente social.
Vejamos:
- o projeto da Casa das Garças (Aécio): desde o início da campanha eleitoral enfatiza o corte de gasto público - pressuposto fundamental dessa proposta, bem como a inserção, a qualquer custo, da economia brasileira no cenário internacional. Para os economistas tucanos, o Brasil precisa de um choque de capitalismo, pautado por abertura comercial irrestrita e liberalização financeira. Não está fora da pauta também a privatização, o enxugamento do papel do Estado e autonomia total do Banco Central.
O pensamento econômico que norteia tal projeto está fundamentado em ideias que vêm de Chicago (a escola dos Novos Clássicos). É dai que saiu o “mantra” do tão propalado tripé macroeconômico: metas de inflação, metas de superávit primário e câmbio flutuante. A crença nas leis naturais do mercado e na estabilidade de preços como resolução de todos os outros problemas, inclusive os sociais, é a forma de pensar desses cientistas “ isentos” de qualquer juízo de valor – todos são completamente neutros – APESAR DE ATUAREM EM GRANDES BANCOS DE INVESTIMENTO E CORRETORAS.
O resultado líquido que deriva desse pensamento é o corte de gasto público, aumento da taxa de juros, redução do papel do Estado, tudo em nome da estabilidade de preços. Uma vez assegurada a tal estabilidade, a credibilidade no país fará com que o gasto privado nacional e principalmente o investimento externo conduzam o crescimento da economia. As questões sociais seriam resultado natural dessa estratégia.
- O projeto social-desenvolvimentista (Dilma): o projeto de Dilma, ainda não implementado na íntegra, por conta da força exercida pelo poder dos grandes grupos econômicos no Brasil e de fora, principalmente aqueles ligados a esfera financeira, poderá a partir de um segundo mandato ser aprofundado, o que seria fundamental para o avanço ainda maior das questões sociais.
A estratégia social-desenvolvimentista possui como elemento central a estabilidade macroeconômica (que não é só de preços) e sua compatibilidade com as questões sociais. Para isso, priorizam política macroeconômica conciliada com políticas industrial (para reindustrializar a indústria brasileira), infraestrutura, saúde, educação, habitação, bem como o alargamento do mercado interno, através, principalmente, dos investimentos em setores que produzam bens de consumo de massa com alto potencial de geração de emprego e renda.
Para isso, o papel do Estado se faz fundamental, bem como a abertura dos canais de acesso a participação popular (tão criticados pela mídia e a Casa Grande). Portanto, o modelo social-desenvolvimentista, através dos meios apontados acima, possui como finalidade uma distribuição de renda mais justa e uma vida cada vez mais digna para as pessoas."
Humildemente, assino com ele. E voto como ele. ‪#‎Dilma13‬

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